12/10/05

Olá Noite!...


  Olá noite! Já há muito te não via. Voltei. A lua está em fase crescente?!... Não se vê o homem com o fardo às costas.

  Tranquilidade. Serenidade.

  Cai a chuva soalheira. A terra gulosa aceita de bom grado esta oferta dos céus. Cheira a mato. Um cheiro suave. Uma rã coaxa. Saiu de seu limbo. Prepara a sua garganta para agradar à fêmea. Irão surgir novos girinos.

  Vai-se o Verão, o Outono bate à porta. As folhas cairão. As árvores irão estender os seus braços nus para o espaço em clemência para que de novo se voltem a cobrir. A Natureza é a nossa Mãe. Tanto nos bate como nos aconchega no seu leito materno.

  São cinco horas! Horas de torpor. Tempo sem horas, horas sem tempo! Não tenho tempo para ter tempo! Cada minuto, cada segundo, num tempo sem tempo!... Os olhos vêem o que não deveriam ver. O tempo a andar, o meu tempo a consumir-se!...

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