A chuva cai impiedosa. A lua surge e some por entre as nuvens, lançando breves clarões sobre a figura que espera algo ou alguém na esquina.
Os carros, escassos, rasgam a noite em disparada, como se fugissem de uma inimiga e ferissem o seu ventre com os seus faróis.
Um silêncio se instala, nada se mexe, nada se escuta, só eu e ela estamos ali. Ela não me vê, está só com o mundo!..
Um brilho fugaz, uma lágrima escorre. O seu rosto fica imóvel voltado para o vazio, as mãos apertam o peito como se quisessem conter uma dor imensa num corpo sofrido.
A chuva recomeça com força, ela se abriga no vão de uma porta.
Aproximo-me, coloco o meu braço sobre os seus ombros, um arrepio percorre-lhe o corpo encharcado e juntos nos perdemos na escuridão da noite.
Os carros, escassos, rasgam a noite em disparada, como se fugissem de uma inimiga e ferissem o seu ventre com os seus faróis.
Um silêncio se instala, nada se mexe, nada se escuta, só eu e ela estamos ali. Ela não me vê, está só com o mundo!..
Um brilho fugaz, uma lágrima escorre. O seu rosto fica imóvel voltado para o vazio, as mãos apertam o peito como se quisessem conter uma dor imensa num corpo sofrido.
A chuva recomeça com força, ela se abriga no vão de uma porta.
Aproximo-me, coloco o meu braço sobre os seus ombros, um arrepio percorre-lhe o corpo encharcado e juntos nos perdemos na escuridão da noite.
