13/05/05

F l y





Empresta-me as tuas asas passarinho
Para voar na abóbada celeste imensa
Pois na terra eu caminho
Entre trevas e névoa densa

Quero as tuas asas
Para ver maravilhas do mundo
Pois na terra além de desgraças
Horrores de guerra,... vislumbro!

Tenho como singular desejo
Ver paisagens da natureza
Pois na terra homens vejo
Uns na pobreza outros na riqueza

Quero ver do firmamento
Mares, rios, fios de prata
Pois na terra traz o vento
Cheiro de morte do ferro que mata

Quero aquela estrela mimosa
Que cintila ali em cima
Pois na terra fria e orgulhosa
A guerra sobre despojos humanos caminha

Quero planar
Enquanto tu descansas
Quero rasar o mar
Molhar-me nas águas mansas...


... e, quando um dia, a vida me lançar da falésia da existência em queda vertiginosa, ó Fernão dá-me asas para fazer um "looping" e poder voar... rumo ao infinito, rumo à perfeição!





Dez.73

03/05/05

Divagando!...







– Sozinho, encontro as ruas do meu destino!

– Por uma amizade perdida, uma lágrima tem guarida!

– As lágrimas do meu olhar, são chuvas do meu penar!

– Olhámos o sentido e sentimos o vazio!

– Assinalamos a partida e nem um adeus de mão amiga!

– É uma escuridão sem um amigo à mão!

– Desatou-se o nó, alguém ficou... só!


Fotografia: Rui Palha


03.02.2004